Doença do silicone: o que realmente se sabe sobre essa síndrome raríssima?

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O corpo humano apresenta respostas individuais até mesmo em relação às situações mais banais. Esse é um dos motivos que levam pessoas a desenvolverem alergias a alimentos, elementos do ambiente ou uma possível doença do silicone.

Mas afinal, que doença é essa? Neste post, vamos explicar tudo o que já se sabe sobre esse problema raro e seus sintomas.

O tema é tão controverso que ainda nem existe uma classificação para essa possível doença no CID, que é o Cadastro Internacional de Doenças que os médicos utilizam para diagnóstico.

Porém, como muitas mulheres podem ter dúvidas sobre o assunto, entendemos que é importante falar sobre ele aqui em nosso blog.

Ficou interessada? Então, continue a leitura para saber mais!

O que é a doença do silicone?

Como dissemos, não existe uma doença do silicone com uma classificação oficial no CID. Por isso, diferentes pesquisas feitas ao redor do mundo se referem ao problema com nomes diferentes.


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Em outros países, médicos entendem que essa reação ao silicone corresponde a uma pequena parte dos casos de um problema autoimune que recebe o nome de síndrome de ASIA.

Já no Brasil, um médico e pesquisador tem estudado mulheres que apresentam determinados sintomas após colocarem silicone. Então, aqui no país, o estudo se dedica a entender uma doença chamada de granuloma induzido por silicone na cápsula (SIGBIC).

Como você vai perceber ao longo do artigo, essa é apenas uma das inúmeras divergências relacionadas à doença e sua existência.

O que se sabe sobre a ASIA?

ASIA na verdade é uma abreviatura para Síndrome Autoimune (ou inflamatória) Induzida por Adjuvantes, em inglês.

Só pela nomenclatura fica claro que a palavra silicone não aparece nem mesmo no nome dessa doença. Então, porque as próteses são relacionadas a esse diagnóstico?

Adjuvantes são alguns fatores ambientais que induzem a autoimunidade. Portanto, isso significa que eles estimulam as células de defesa do nosso organismo a entrarem em estado de combate.

Esse é um processo normal. Inclusive, esses adjuvantes são muito usados pela indústria farmacêutica e de vacinas. Assim, eles criam medicamentos que estimulam essa resposta imunológica.

O problema é que o corpo de algumas pessoas, por motivos genéticos, não reage da forma esperada a esses adjuvantes. Então, nesses casos, o sistema de defesa começa uma batalha contra o próprio organismo.

Mas perceba: esses fatores só causam essa reação em algumas pessoas que têm uma predisposição genética para esse problema. Por isso, elas são chamadas de geneticamente susceptíveis.

Entre esses fatores estão alguns hormônios, alumínio, escaleno e o silicone. Apenas nessas pessoas essas substâncias funcionam como um gatilho que leva ao desenvolvimento de doenças inflamatórias e autoimunes.

perguntas frquentes prótese de silicone

Portanto, a ASIA não deve preocupar as mulheres em geral. Afinal, as ocorrências são raríssimas e só acontecem em pessoas com essa predisposição genética.

O que se sabe sobre a SIGBIC?

Já a SIGBIC, ou granuloma induzido por silicone em cápsula, tem sido estudada recentemente.

Segundo o pesquisador, a cápsulas que o próprio corpo forma em torno do silicone captura partículas da prótese. Então, ela desencadeia todo um processo de reação do sistema imunológico.

Essa reação gera um processo inflamatório e autoimune. Assim, o resultado é uma contratura capsular  e o surgimento de todos os sintomas que caracterizam a síndrome.

Quais são os sintomas da doença do silicone?

Entre os sintomas de uma possível doença do silicone relacionada à ASIA, podemos destacar:

  • Fraqueza muscular
  • Artrite ou dores nas articulações (artralgias)
  • Dores musculares
  • Fadiga crônica
  • Dificuldade para dormir ou sono não reparador
  • Problemas neurológicos
  • Alteração cognitiva, dificuldades para raciocinar (que as pacientes descrevem como uma névoa cerebral)
  • Perda de memória
  • Febre
  • Boa seca
  • Sudorese noturna
  • Aparecimento de autoanticorpos dirigidos contra o adjuvante suspeito
  • Outras manifestações clínicas (ex.: síndrome do cólon irritável, colite)
  • Surgimento de uma doença autoimune (ex.: esclerose múltipla, esclerose sistêmica)

No caso da SIGBIC, o médico e pesquisador que chamou a atenção para o possível problema relata que os principais sintomas são sinais inflamatórios na própria mama.

Entre esses sinais estão o endurecimento da prótese, manchas na pele e aumento dos seios. Além disso, as pacientes também apresentam dores musculares e nas articulações.

Afinal, a doença do silicone realmente existe?

Ainda faltam estudos que comprovem se a doença do silicone realmente existe. Portanto, embora existam médicos fazendo pesquisas sobre esse tema ao redor do mundo, é preciso esperar evidências mais sólidas.

Por enquanto, o consenso entre os médicos é de que não há evidências científicas que confirmem a existência da doença. Mas como isso é possível, se há mulheres que relatam os sintomas?

A resposta é estatística. Essas mulheres têm reações autoimunes, mas a  população em geral também apresenta esses sintomas.

Isso significa que mesmo mulheres que nunca colocaram silicone também chegam nos consultórios com as mesmas queixas, e na mesma proporção.

Portanto, investigar melhor se a verdadeira causa do problema é o silicone ainda é a melhor opção.

Existe ainda outro ponto que vale a nossa atenção. Algumas das mulheres que apresentaram esses sintomas e até mesmo retiraram as próteses descobriram que a Anvisa não aprova as marcas que elas utilizaram.

Diante disso, vale a pena fazer uma pergunta: existe uma doença do silicone ou esses sintomas surgiram devido ao uso de próteses não seguras, que não apresentavam todos os critérios de segurança?

O que importa, por enquanto, é entendermos que, caso outros estudos realmente confirmem a doença, ela atinge uma parcela ínfima de mulheres. Então, as chances de desenvolvê-la são muito pequenas.

Além disso, você pode ter certeza de que há especialistas ao redor de todo o mundo estudando o tema. Assim, sabemos que se eles realmente confirmarem algo, haverá não só um alerta, mas uma busca de soluções para evitar o problema e garantir a segurança das mulheres.

O que fazer para evitar a doença do silicone?

Como você percebeu, não há consenso sobre a doença. Ela não é reconhecida nem pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Porém, alguns dos sintomas que as pacientes descrevem, especialmente no caso da SIGBIC, se parecem bastante com os casos de rejeição da prótese.

Embora cada organismo tenha uma reação única, há muitos cuidados para evitar uma rejeição da prótese de silicone.

Em primeiro lugar, procure sempre uma clínica conceituada e um cirurgião experiente. Use próteses certificadas pela Anvisa, pois isso significa que passaram por uma série de testes de segurança.

Assim, ao usar uma prótese que a Anvisa certificou, você tem a certeza de que o silicone não possui nenhum grau de contaminação. Além disso, o revestimento desses implantes é resistente e não ocorrem vazamentos.

Seguir as instruções para o pós-operatório também evita a rejeição da prótese. Todos os procedimentos recomendados pelo médico ajudam o organismo a se adaptar à prótese, prevenindo complicações.

E então, ficou com alguma dúvida a respeito da doença do silicone? Deixe sua pergunta nos comentários e nossos especialistas responderão.

 

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Responsável Técnico: Dr Wagner Montenegro | CRM 51.769

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